8 de nov. de 2015

HQ - recordações do coral de Bebedouro - século XX


Escrevi estas tirinhas para minha própria diversão, estão copiadas do original, escritas à mão, em papel branco.

O coral era muito bom. As pessoas começaram a estudar música no ginásio, aos 17 anos saíram da escola mas continuaram a cantar juntas. Quando eu cheguei lá, o povo tinha em média mais de 60 anos, e o maestro original havia morrido. O coral recebeu seu nome, me homenagem póstuma, e estava à procura de um excelente regente. Encontraram um, tenor de ópera, excelente profissional que tinha rompantes de estrelismo e era extremamente gordo (o que para um cantor de ópera é ótimo).

Bem, eu estava muito animada para voltar a cantar em um coral, e o novo maestro fez um teste para novos integrantes, e eu passei. Uma outra colega não teve a mesma sorte. Após o teste o maestro perguntou a ela, em frente a todo o coral, que estava assistindo os testes: "- Você reparou que eu toco em um tom e você canta em um tom completamente diferente? "
Poucas pessoas passaram, menos que seis, e éramos chamados "os novos".










A voz do maestro era maravilhosa, e houve alguams coisas engraçadas, como o dia em que ... leiam abaixo.













Obs -
 "minhocão" era o nome de umas ceroulas longas que estavam em moda na época.
(década de 90)

Em algusn dias, a turma estava agitada, terrível. O maestro costumava dizer que todas aquelas belas vozes eram de pessoas vaidosas que queriam aparecer o mais possível, o que o aborrecia muito.













Chamar os tenores de terrores era uma das piadinhas do maestro.


Em um ano benéfico, viajamos muito e participamos de muitos festivais, programas de televisão e concursos. Uma das músicas que faziam sucesso era Granada. Certo dia, estavamos em Sampa e fomos almoçar em uma cantina do Bexiga, onde um músico muito fraquinho se atreveu a cantar Granada. Como o músico estava desafinando, o maestro não resistiu...
















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