Eu me diverti organizando as peripécias de minha vida em HQ, uma boa maneira de desestressar.
Nesse ano, em que viajamos muito levando música e alegria por várias cidades do interior, algumas coisinhas aconteceram. Nossas roupas eram caras, feitas de tecido especial, sob medida. Uma coisa que me chocou foi a morte de um dos cantores, e a preocupação da tesoureira de pedir com jeitinho para a viúva devolver a roupa do coral, que poderia, segundo ela, ser reaproveitada e reutilizada pelo próximo cantor! Enquanto conversávamos, íamos em direção ao velório, onde, para nossa surpresa, o cadáver estava vestido em suas melhores roupas... o uniforme do coral. E minha companheira murmurou em meu ouvido o azar do coral ter perdido um patrimônio!!!
Em outras ocasiões, o apetite do pessoal me surpreendeu. Enchendo as tacinhas de sorvete com bolas de todos os sabores, porque era de graça... em outra ocasião, um colega pegou com a mão uma asinha de frango e colocou no meu prato - quase que não consigo esconder a expressão de nojo.
O peso do maestro, no entanto, ocasionou um quase acidente...
Foi realmente um mes atribulado, o de novembro, e com tantos jantares, um deles com a sinfônica de Campinas, que veio cantar na cidade, excursionando pelo interior, e nos convidou para dividir o palco e partilhar do evento, que terminou em um jantar sensacional no restaurante internacional da região.
Bem, depois de tanta comilança, a sugestão só podia ser uma....
O maestro sugeriu, brincando, que a gente aproveitasse as férias de janeiro em um spa!
Algumas vezes chegavamos de madrugada, e, como a cidade era pequena, muita gente ia andando para casa, carregando o uniforme em um cabide, para não amassar. Em uma dessas ocasiões...
Claro que o coitado foi zoado por meses.











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