Fui envenenada por FHC. Veneno mais tóxico que o BHC, FHC corrói aquele lugarzinho secreto responsável pelo bem-estar e pela paz de espírito, que os místicos chamam de ‘alma’, os junguianos ‘self’ e o cidadão coomum simplesmente ‘bolso’. Questão de ponto de vista.
Ainda convalescente da última mordida do Leão, reajo mal a 43 anos de brasilidade.
Devo à CEF, onde fui trocar de pesadelo (do pesadelo do aluguel para o pesadelo da casa própria) uma úlcera de stress, noites de insônia e sessenta dias de completa esterilidade mental – as idéias todas debandaram, em pânico.
Recupero-me aos poucos, na esperança bem brasileira de conseguir pagar juros absurdos com salários congelados há mais de três anos. Valei-me, Santa Rita dos Impossíveis!
As próximas eleições? Meu voto é ecológico, que a vida é para todos e o dinheiro também. Quero respirar!
Agora, com licença, vou fazer pipocas, assistir ao final da Copa do Mundo e tentar convencer o caçula a desistir daquela universidade a R$1000,00 por mês com garantia de desemprego certo:
_ Vai jogar futebol, meu filho!
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