(nas priscas eras da computação)
Custei, mas finalmente resolvi _ é agora que eu aposento a minha obsoleta máquina de escrever.
Ansiosa por entrar na era da informática, comprei um 486 DX2 66. Não se impressionem com esses números todos. T rata - se, como vocês já devem ter adivinhado, de um computador . Um computador pessoal, o mais moderno do mercado, com impressora e multimídia.
E , deslumbrada, a família aventurou - se pelos ícones do Windows adentro. E foi amor à primeira vista _ maravilhoso ... enquanto durou.
E durou tão pouco !
Como eu sou vítima profissional de todo tipo de parafernália moderna , seja mecânica ou eletrônica, as filhas, já acostumadas com a urucubaca, foram reclamando :
- Também, mãe, já dava para adivinhar, tudo acontece contigo !
Há quinze dias os técnicos tentam descobrir porque aquela maravilha não funciona.
Técnico vem, técnico vai, acrescenta - se memória, troca - se a placa, reprograma - se o winchester ... e nada ! Ontem, em desespero de causa, após confabulações misteriosas, os doutores em computação levaram meu Forrest Gump para a UTI.
E cá estou eu a datilografar esta matéria pela maneira troglodita na minha velha e fiel Olivetti.
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