30 de mai. de 2010

minicrônica - Fênix

É de manhã, quando passeio na praia, que tropeço em haicais. O mar, o céu, a areia, jardins, insetos – uma multidão de kigos no espaço que restou de natureza na ilha concretada. Aí sou feliz. Ouço o mar, tão caro a meu coração, cantiga de ninar para quem nasceu caiçara. Ouço os pássaros, as cigarras, as borboletas... sim, as borboletas cantam, o vento dança e nuvens desenham o céu.
É de manhã que me abasteço de poesia para fortalecer-me. Depois finjo-me guerreira, quando em meu coração o desejo é de partilha. E como uma tigresa convivo pacificamente com borboletas e flores, apoiando-me nos forte troncos, atenta ao ciclo das estações.
Aguardo a manhã seguinte.

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