28 de mai. de 2010

crônica - Caderno de receitas

Nestlé faz parte do álbum da família desde o primeiro aniversário de minha filha, nos doces caprichosos e deliciosos que enfeitam as mesas das festas.
O seu primeiro bolo foi um tambor, confeitado em rosa e azul, com baquetas de biscuit. E recheado com Leite Condensado Moça.
O segundo foi um relógio, com números de chocolate e mostradores de confeitos.
O terceiro foi uma boneca, negra, com cabelos de granulado, porque a aniversariante era doida por chocolate.
No quarto aniversário a casa virou circo e o bolo palhaço ganhou cabelos de fios de ovos e nariz de goiabada.
O quinto aniversário foi comemorado com um barco à vela, simples de confeitar, porque a mãe estava sem tempo; a graça da mesa ficou por conta dos smurfs que navegavam nele.
No ano seguinte, a mãe estava de férias e caprichou na decoração do Sítio do Picapau Amarelo. O bolo nem poderia ser outro: a boneca Emília.
Outros bolos esperam sua vez na espaço do armário reservado às publicações culinárias: o já gasto Livro de Receitas Culinárias de Chocolate de Juliette Elkon, os livretos sobre festas infantis e festas juninas da Nestlé e, é claro, a maravilhosa coleção de revistas Nestlé e Você. Ao lado, no meu caderno de receitas, há uma parte especial dedicada aos recortes de bolos cuidadosamente colecionados das latas de Leite Moça. E, nas primeira página deste caderno de capa dura, que a professora do ginásio profetizou “deverá durar a vida toda”, está a primeira receita que fiz, aos doze anos, copiada do caderno da melhor amiga: o pavê Nestlé.

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