Antigamente, as pessoas consultavam a lista telefônica em busca do número de alguém. Hoje é diferente.
Precisando telefonar para o INAMPS e para a Faculdade Dom Domênico, revirei as páginas brancas e as amarelas. Nada. Liguei para Informações e, de cada vez, ouvi:
- Este telefone não consta da lista.
- Não diga! Se constasse da lista... – bem, do outro lado da linha, a telefonista não sabia que eu estava em casa, com a lista na mão. Tentei argumentar: - A senhora com certeza conhece o Posto de Assistência Médica do INAMPS, na Aparecida, é caso de utilidade pública, este telefone tem de constar em algum lugar!
- Se a senhora souber em nome de quem está o telefone...
A faculdade também não consta da lista, segundo Informações:
- Uma faculdade inteira não pode simplesmente desaparecer! A senhora sabe, com certeza, que esta faculdade existe, não é?
- Não consta da lista. – Clic.
Definitivamente, a “criatura” do outro lado do fio não é mais humana, privatizados que foram os seus neurônios em prol do lucro de alguns.
Encontrar os números necessários é simples, desde que a gente aprenda a técnica. Primeiro, tente o vizinho. Depois, ligue para um estabelecimento similar. Consegui o número do INAMPS ligando para o INSS, onde uma simpática funcionária me forneceu não um, mas dois telefones do posto em questão. Discando para outra faculdade, uma das secretárias forneceu-me o número da Dom Domênico. Este é o procedimento que funciona atualmente.
Quanto à lista telefônica... não, não a jogue fora! Ela é extremamente útil! Com ela, você evita as filas no correio para consultar rotos, ensebados e dilacerados catálogos, pois nela encontram-se os CEPs de todas as ruas de nossa cidade.
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