Vamos abrir as asas e voar.
Deixemos a terra aos vermes.
Que as botas opressoras afundem na lama. Nosso olhar procura o cume das montanhas.
As águias traçam suas próprias rotas, sem deixar rastros, pois quem tem asas não está limitado pela estreiteza dos caminhos.
Somos poderosos como águias.
Há tempos estamos adormecidos em frente à televisão, buscando a proteção do anonimato, a visão obscurecida pela leitura dos jornais.
Como pudemos esquecer que somos livres?
Toda esta sordidez cotidiana não nos interesssa. Eleições, conchavos, crimes, crises e todo o arsenal de risos que os tolos utilizam para fingir que não se importam com a própria desgraça... tudo isto é escória, estrume para adubar o lótus.
Ocupemo-nos com nossa própria história.
Somos águias.
Vamos abrir as asas e voar.
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